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quarta-feira, 20 de abril de 2011

22 - DÉCIMO NONO DIA - CHIAUTA A BOGOTÁ

Levantamos cedo, garoa fina, tomamos nosso café e saímos para concluir o techo até Bogotá. Cinco minutos após a partida o primeiro engarrafamento, choveu muito a noite e uma encosta caiu na estrada, fomos contornando os carros, até chegar ao ponto que podíamos passar, mas a frente o transito estava horrível, fluindo lentamente, ao entrar na cidade a muvuca aumenta mais. Nós agora temos que atravessar para o Panamá, e pretendemos passar de avião, este trecho intransponível da floresta de Darién, pois neste pedaço não há estradas, sendo a opção Avião ou barco, através do porto de Cartagema, opção mais barata, mas bem mais demorada, pois não existem Ferry ou barco de linha, tem que encontrar um barco particular que vai a Colón, enfim nossa opção é o meio mais rápido, rápido em termos pois hoje ficamos umas 4 horas tentando despachar nossa moto, e só conseguimos um voo para a próxima semana, a confirmar, segunda ou terça-feira. O motivo da demora, é o feriado de páscoa, os caras fecham hoje as 15:00 hs e só retornam na segunda.O que fazer? Esperar. Acertamos na Cargo Pack o transporte da moto por US$ 900,00, mais 200,00 para irmos junto no avião cargeiro, sem acento, mas são só duas horas de voo, esta história ratificaremos depois.
Ao sair do aeroporto verifiquei um prego no pneu, fomos arrumar, e notei que o suporte da mala traseiro tinha quebrado, o borracheiro ( montallantas), também soldador, fez o serviço após eu desmontar o suporte. Serviço terminado, montei o bagageiro, e quando fui pagar, 15.000 pesos colombianos, eu esperava algo entre 40.000 a 50.000 pesos, como o serviço ficou barato, dei a ele uma camisa da seleção brasileira. Ele ficou muito contente, e agora temos mais um amigo na Colombia usando a camisa do Brasil.
Só não esperávamos ficar aqui em Bogotá tantos dias. Rodamos 112 km.





Congestionamento na estrada para Bogotá.
   

Congestionamento na estrada para Bogotá.
                                               

Montallantas e soldaduras (conserto do pneu e suporte).
                                   

terça-feira, 19 de abril de 2011

21 - DÉCIMO OITAVO DIA POPAYÁN A CHINAUTA

Saímos de Popayán ás 8:00 hrs, primeiro trecho da estrada foi de serra, depois um trecho de boas estradas, próxino de Cali, onde se nota muita plantação com predominância de cana de açúcar. Próximo a Armenia, onde abastecemos perguntamos ao frentista, qual a distância até Bogotá, eram aproximadamente 14:00 hrs, sabíamos que a distância nao passava de 280 km, o frentista respondeu que não sabia em km, mas no mínimo levaria 6 horas, achamos que a informaçao estava furada, mas bastou andar alguns km, e começou outra serra na cordilheira, estrada com muitas curvas fechadas e um trânsito incrível de caminhões, quase impossível ultrapassar, estrada em reforma, muita serração, resumindo três horas para fazermos 80km, arriscando várias ultrapassagens perigosas. Sobe-se de 1500 msnm até 3360msnm, em 22 km. Logo depois chegamos num trecho duplicado que fluíu bem até próximo de Melgar, onde formou uma fila de mais de 15 km, em função de uma ponte estreita. Paramos para dormir em um hotel a beira da rodovia, pois já eram 18:40hrs., e ainda faltam aproximadamente 70 km para chegar em Bogotá, que nas condiçoes de tráfego e rodovia, vai levar mais de uma hora, "não é que o frentista tinha razão!, a distância é realmente 6 horas". Hoje todamos 541km.
Restaurante na beira da rodovia.
Almoçamos comida típica.


Carro blindado, presença militar constante nas estradas.

Militar em pontos estratégicos.
Sempre fazem sinal de positivo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

20 - DÉCIMO SÉTIMO DIA TULCAN/EQUADOR A POPAYÁN/COLOMBIA


Hoje as 8:00 hs estavamos na Aduana do equador, na migração havia uma fila de umas 15 pessoas, fizemos os trâmites, e fomos dar saída na moto na aduana,sistema fora do ar, mas como é só saída, nos liberaram, trâmite de saída 1 hora., Entrada do lado Colombiano, aduana moderna, não precisa de formulários como de praxe, o agente digita direto no sistema, identificação biométrica, policiais prestativos e educados, trâmite feito em 10 min. e aduana 20 min. Nos deram informação de onde pagar o SOAT, na próxima cidade, onde nos dirigimos e mais 1 hora e estávamos prontos para rodar na Colombia. Pegamos a estrada em direção a Pasto, onde almoçamos, movimento intenso, chuva fininha, pista estreira, e muitas curvas. Hoje os 360 kms que rodamos foi de pura serra, em alguns trechos, meia pista, muitos buracos, e curvas, chegamos aqui já estava escuro. Até o presente momento, os colombianos foram o povo mais simpático e prestativo que encontramos.
Apresença militar é bem acentuada, em várias cidades, pontos estratégicos da estrada, como pontes, tem um soldado armado. Como se fossem treinados sempre que passamos fazem sinal de positivo, mas até o momento não nos mandaram param. Nossa impressão até o momento é excelente sobre este país.
Amanhã vamos rumo a Cali, e dormir uns 200 kms de lá, rumo a Bogota.

Rodamos 360 km







domingo, 17 de abril de 2011

19 - DÉCIMO SEXTO DIA LATACUNGA A TULCAN


Hoje saímos de Latacunga,onde esta localizado o vulção Cotopaxi, um dos mais altos do mundo. O Equador apesar de ser um pequeno país, possui 70 vulcões, quatorze deles ativos.Até Quito transito intenso, o tumulto foi até uns 100 kms após a Capital. As estradas de hoje intercalava altos e baixos, variando de de 1500 metros com muito sol, e 3600 m com chuva, variação da temperatura de uns 20 graus,esquentava, esfriava, esquentava, esfriava, a estrada neste percurso está nas cordilheiras,mas a altitude não atinge valores muito elevado. Estamos em Tulcan, a uns 20 minutos da fronteira com a Colombia. Como é domingo achamos melhor fazer a aduana somente amanhã, pois hoje não sabemos se está funcionando, além do mais na Colombia teremos que fazer o seguro SOAT outra vez,então teremos que achar uma corretora.
O Equador foi um país agradável de se rodar, povo atencioso,não tivemos aborrecimentos com guardas, o custo de vida não é caro, a gasolina é barata (super R$1,00 litro).
Amanhã vamos encarar a Colombia.Hoje rodamos 411km.


sábado, 16 de abril de 2011

18 - DÉCIMO QUINTO DIA MACHALA A LATACUNGA

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Hoje saímos às 8:30 hrs,calor, estrada bem movimentada, passando por vários lugarejos, várias blitz, mas só nos pararam uma vez, perguntaram para onde íamos e mandaram seguir, não pediram nem documento. Único inconveniente, que não tem acostamento, e quando eles param os carros, estes ficam sobre a pista, e o trânsito para. O trânsito aqui é bem melhor que no Perú, é quase o Brasil.
Logo mais cruzamos a cordilheira, que chega a 4000 mmsnm, estava chovendo, e uma baita neblina, alguns trechos, estava sem asfalto, pois estão reformando, tendo vários "pare e passe", ficando parado até uma hora aguardando, como tem vários vendedores em barracas, vendedo fritadas ( carne de porco, banana frita e milho cozido). A cordilheira aqui é completamente diferente, pois é coberta de vegetaçao verde até os 4000 m, lembra a Serra do Rio do Rastro, somente a extenção e a altura é muito maior, assim como seus picos cobertos de neve.
Os primeiros pedágios a moto não pagava, agora que estamos próximos a Quito, moto paga US$0,20. A predominancia de plantações de bananas é incrível, lembra a região de Registro/SP, acreditamos que aqui a quantidade é bem maior, nota-se também a presença de cacau.
Hoje rodamos 440 km, previsão para amanhã,chegar até a divisa com a Colômbia.









sexta-feira, 15 de abril de 2011

17 - DÉCIMO QUARTO DIA PIURA/PERÚ A MACHALA/EQUADOR

Hoje nosso último dia no Perú, levantamos cedo, 5:15 hs, para prepararmos as coisas e saímos as 6:00 hs. Neste trecho passa-se por vários povoados, a presença dos guardas já é menor, o trecho já não é tão árido, lembra o cerrado brasileiro, já existindo presença de agricultura, nota-se na região um grande número de poços de propecção de petróleo. A estrada margea o Pacífico por um longo tempo, a princípio o azul do mar é mais intenso que o céu, depois a coloração vai mudando para o verde. Chegamos na aduana peruana às 11:20 hs.,para fazermos o trâmite de saída, e em menos de 10 minutos já estavamos liberados. Cruzamos a ponte e chegamos na aduana equatoriana, um belo prédio, revista da moto com cachorro, e ninguém aguardando para ser atendido. O agente pegou nossos passaporte e indagou: Primera vez en Ecuador señor? Então tenes que ir à Huaquillas para fazer a migraçon. Fui até o setor aduaneiro para liberar a moto, e a pergunta se repetiu: Primera vez en ecuador señor. Então tenes que ir a outra aduana, que era em local diferente da migração.Então lá vamos nós.A migração foi rápida, nos dirigimos para o local da daduana, já eram quase 13:00hs., um infeliz que estava no guiche, ouvindo um MP3 disse que era hora do almoço e as duas horas ele iria atender, fazer o quê? Esperar, as duas horas fui falar com o fulano, e ele me disse que "permisson" somente com o capitão, que chegaria mais tarde, fui indagar o que era necessário e o infeliz fechou o guiche, e não nos informou o que seria necessário. Às 15:00 hs., finalmente o capitão: "Su passaport, habilitacion, SOAT para o ecuador, certificado de la moto". Como não tinha o SOAT, mandou-me retornar a Huaquillas fazer o SOAT, depois retorna para efetivarmos a "permission". La fomos nós de volta, conseguimos o SOAT para o equador, retornamos a aduana e às 16:30 hs., o trâmite foi concluído, uma agilidade de dar inveja a qualquer tartaruga. Trocamos os soles restantes por dolares, que é a moeda corrente do equador, e seguimos até Machala, onde chegamos as 17:30hs., A paisagem do Equador é outra nem parece vizinho do Perú, bastante verde, muitas plantações de bananas, e logo após a aduana já pegamos chuva. Ao pararmos em um posto, para colocar a capa, um militar, sargento do exército, veio puxar conversa e disse que na região existem muitos roubos, e que é perigoso andar a noite, mas esta conversa de perigoso se ouve em toda parte, se for dar ouvidos não saímos de casa.
Hoje rodamos 440 km. Amanhã iremos até Ambato ou Quito.



Ubicación:Machala,Ecuador

quinta-feira, 14 de abril de 2011

16 - DÉCIMO TERCEIRO DIA CHIMBOTE A PIURA

Havíamos levantado às 6:00 hs, mas na garagem do hotel(fila indiana), haviam dois carros que estavam trancando, só conseguimos sair 7:30 hs. Tocadinha de 80, 90kn/h, em estrada que daria para manter uma velocidade de cruzeiro de 140 a 150 km/h. Estou andando de luz apagada, sempre atrás de ônibus ou caminhão, pois existem várias patrulhas pela estradas. A Panamericana é pedagiada, moto não paga, mas na maioria dos pedágios, não tem lugar na lateral para passar a moto, sendo que eles nos mandam passar pela rota da esquerda, contramão, e sempre no pedágio tem um patrulha.Em alguns onde a passagem dos carros é mais larga, eu tenho posto a moto do lado dos caminhões, do lado oposto em que os guardas estão, e passo camuflado para não ser parado. Hoje em um pedágio estreito, resolvi ficar na fila para pagar, resultado, não receberam, e o guarda veio até nós, dizendo que não se pode pagar, e mandou eu afastar a moto, passar por cima do meio fio e atravessar na contramão.Aceleramos e não o esperamos. Quando estamos atrás de algum veículo, e exitem guardas dos dois lado da pista, fico bem visível e antes que me mandem parar, eu levanto o braço e os comprimento, tem funcionado, só me comprimentam e eu passo.
A Panamericana passa no meio de várias cidades, uma curiosidade, as casas não tem telhado, algumas com cobertura de palha trançada outras só com laje. O trânsito é o caos, se o cidadão não está dando sinal com a mão para passar, está com a mão na buzina, e trocando de faixa toda hora. Você recebe fechada de frente dos lados, mas ainda esta bom porque não recebemos nem de cima nem de baixo, apesar que,debaixo você recebe pancada dos quebra-molas que são tão altos que batem embaixo da moto.
Hoje no almoço, comemos algo novo para nós: Cebiches, que é peixe cru com bastante limão, cebola e pimenta.Para quem gosta de sashimi vai gostar também do cebiche, só não tem shoyu, e prevalece o gosto do limão.
Na estrada entre Chiclayo e Piura, trecho de 200 km, é uma região de formação de dunas e tinha bastante vento lateral com areia.
Previsão para amanhã 450 km aproximadamente, até a divisa com Equador.




As fotos postaremos depois. BOA NOITE.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

15 - DÉCIMO SEGUNDO DIA - LIMA A CHIMBOTE


Recebemos muitos e-mail perguntando quem escreve no blog, geralmente é o Walter, mas hoje vou contar o dia que tivemos, foi "daqueles".
Esperamos o banco abrir para trocar 150 dólares em soles (334,00). Pegamos a estrada e logo que conseguimos sair do tumulto do trânsito, o Walter deu uma acelerada e pronto já apareceu um carro da polícia e mandou encostar, queria aplicar uma multa de 668,00 soles, o Walter detesta pagar propina, então tomei a frente e ofereci S/50,00 para que não fizessem a multa e apreendessem a moto, o guarda queria mais, dei mais S/50,00, disse que ainda era pouco, então mais S/50,00, ele disse não, se quiser são S/668,00, então pedi o meu dinheiro de volta e falei que não tinha mais, não devolveu e nos liberou. A poucos km a frente tem um pedágio (moto não paga), e outro guarda nos parou, lá se foram mais 40,00 soles de propina, porque não tínhamos o seguro SOAT. Na próxima cidade passamos a manhã inteira indo de banco a banco, para fazermos o seguro e não conseguimos, dizem que de moto e para estrangeiros só em Lima, resolvemos continuar sem seguro. Dali 12km outra parada de guardas dizendo que estávamos em excesso de velocidade, aí era demais, não ofereci propina e mesmo assim eles nos liberaram. O Walter andou o tempo todo atrás de ônibus ou caminhão para que não nos vissem mais, estávamos tão devagar que até nossa sombra nos ultrapassou. Imaginem ter que andar entre 70 a 100km por hora, na panamericana (pista parece um tapete) em pleno deserto!
O Pacífico está a nossa esquerda e a direita o deserto, com parte da cordilheira e com suas montanhas de diversas cores como verde, terracota e amarelo que com o por do sol fica dourado, e para embelezar ainda mais este lugar surgiu um arco-íris atrás das montanhas.
Com o atraso que tivemos de manhã, rodamos somente 473 km e chegamos em Chimbote às 20:00 hrs. Amanhã pretendemos chegar em Piura 550 km daqui.







terça-feira, 12 de abril de 2011

14 - DÉCIMO PRIMEIRO DIA - NASCA A LIMA


Hoje pegamos a Panamerica, próximo das 9:30 has, com o objetivo de chegarmos à Lima 470 kms. Logo após Nasca existe um mirante em que você paga dois soles para poder subir, e ver algumas das linhas de Nasca, e lá fomos nós encarar o mirante. A Panamericana é uma longa reta cruzando um deserto,intercalada com algunas curvas, mas passando por várias cidades, onde ainda trafegam muitos mototaxis, que são triciclos como os "tuc tuc" usados na Índia, atrapalhando o trânsito, e andam em baixíssima velocidade.Exitem alguns acentamento na margen da rodovia com casas, se é que podemos chamar aquilo de casa, pois a grande maioria são incríveis 4 (quatro) metros quadrados(2x2). Enfim, depois dos belos trechos passados na cordilheira, com milhares de curvas, estes 470 kms, foram como um passeio pelo parque, chegamos em Lima próximo das 15:00 hs.
hoje rodamos 470 km, e amanhã pretendemos chegar a chimbote ou trujilo, será um percurso entre 500 a 600km.






segunda-feira, 11 de abril de 2011

13 - DÉCIMO DIA - PUQUIO A NASCA

    


Hoje saímos de Puquio rumo a Nasca as 8:00 hs, nós e nosso novos amigos os hermanos argentinos, o dia estava lindo ensolarado, perfeito são 164 kms, praticamente todo sobre a cordilheira, algo divino, próximo a Nasca o visual é indiscritível na decida da cordilheira, nem foto pode descrever a amplitude do tudo que é visualizado. Os amigos argentinos tocam bem estávamos em Nasca às 10:30 hs., aqui nos separamos, nós iremos rumo ao norte e eles estarão retornando via Chile. Hoje nós vamos dormir aqui em Nasca, pois como todos sabem aqui ficam as linhas de Nasca, que ficaram muito famosas apartir do livro "Eram os Deuses Astronautas". Encontramos um Casal de brasileiros o Cícero e a Lourdes (o Cícero é um veterano mototurista, que já tem 3 livros publicados), alugamos um avião para quatro e fomos sobrevoar as linhas de Nasca. Como estava ventando, o aviãozinho balançou uma tantada, a Ula a Lourdes não passaram muito bem, eu estava filmando e a Ula batendo fotos, as quais deixaram a desejar. Quanto ao visual das linhas, nós tínhamos uma expectativa maior.
Hoje rodamos apenas 170 kms.

Nossa previsão para manhã é ir até Lima 470 kms